sábado, março 03, 2007

Música

Existem músicas que ao tocar me libertam a imaginação.
Ao seu ritmo deixo-me levar em sonhos que misturam o reviver dos momentos passados com o ensaiar dos próximos passos.

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domingo, fevereiro 25, 2007

Viagem

Viver também é como viajar sem mapa, partir à descoberta navegando em águas nem sempre calmas mas tantas vezes cativantes.
É fazê-lo conseguindo articular a magia da descoberta, o receio do desconhecido que vamos enfrentar, o fascínio do sonho que nos move, a saudade de terra firme experimentada e a nostalgia da tranquilidade que fica para trás nos portos de embarque onde deixamos um pouco de nós.
E o regresso significa também descobrir o que entretanto mudou, porque nada na vida fica estático. Nem o próprio viajante, ou seja nós.

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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Felicidade

Mia Couto escreveu: "Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença: é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer."

Este tipo de felicidade por preguiça não representa o conceito de “ser feliz” mas pelo menos afasta-nos da infelicidade.
Então quando não nos é possível atingir a felicidade, pelo menos não nos devemos deixar cair na infelicidade. Sejamos preguiçosos nesta componente da nossa vida, pois a infelicidade acarreta um trabalho quase sempre escusado e inútil. Não é a tristeza que nos vais fazer sair desse estado de infelicidade.

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domingo, fevereiro 11, 2007

Decisões

Muitas vezes tomar uma decisão é uma tarefa complicada porque não se conseguir determinar aquilo que efectivamente se quer. Nessas alturas, talvez seja bom começar por definir aquilo que não se quer.
Às vezes é mais simples eliminar opções indesejadas do que escolher uma que nos satisfaça.

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domingo, janeiro 21, 2007

Impulsividade

Existem impulsos que acontecem na nossa vida sem pressões, são espontâneos e naturais. Surgem e aceitamos a sua existência quase sem os questionar.
Quando acontecem deste modo, é muito mais simples de os admitir como parte da nossa vida e têm todas as condições para nos proporcionarem momentos agradáveis.

No entanto há outros impulsos que nos deixam desconfortáveis ou com dúvidas, por muito interessantes que nos pareçam à partida. Estes são aqueles que nos deixam com mais angústias sobre a decisão de os seguir e aceitar ou não, porque nunca sabemos se o que é hoje agradável amanhã continuará a ser visto da mesma forma, e vice-versa.

Venham muitos impulsos do primeiro tipo para podermos aproveitar as boas surpresas da vida e alguns do segundo tipo para podermos decidir, arriscar, acertar, falhar e aprender com a nossa própria experiência.

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